Multiplique · Educação Financeira

Calculadora de PrecificaçãoPara a empresária que não quer mais cobrar pelo achismo

Etapa 01

Sua Hora Sagrada

O valor mínimo da sua hora — o piso abaixo do qual você não desce.

Quanto você quer ganhar por mês com esse serviço. Realista, mas sem se subestimar.
Geralmente 4 a 7. Não conta tempo no celular respondendo.
Tipicamente 4 a 5 para autônomas.
Simples Nacional varia 4-15% por anexo. Use 6% se não souber. Confirme com sua contadora.
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Por que isso importa

Sua Hora Sagrada é o piso intocável da sua precificação. Toda decisão dali pra frente parte dela.

A calibração (×1,3 tempo não-faturável + ×1,1 férias/13º + ajuste de imposto) cobre o que ninguém te paga: orçamento, agendamento, estudo, descanso. Sem calibrar, você cobra o piso e trabalha de graça nos extras.

Etapa 02

Custos do projeto

Some o que existe além da sua hora.

Aluguel, internet, sistema, contabilidade, telefone, marketing recorrente.
Para ratear os fixos por projeto.
Pré-produção + execução + edição/pós + entrega/follow-up.
Deslocamento, materiais, terceirizações pontuais, taxa de plataforma.
10-20% recomendado. Cobre cancelamento, retrabalho, imprevistos.
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Por que isso importa

Aqui mora o erro mais comum em precificação: esquecer custos que existem mas você não vê. Internet, contabilidade, taxa de gateway, materiais consumíveis.

Ratear os fixos pelo número de projetos do mês mostra quanto cada cliente "paga" da estrutura da empresa. A margem de segurança (10-20%) protege você do que dá errado: cancelamento, retrabalho, cliente que some.

Etapa 01

Sua Hora Sagrada

Para entrar no custo de mão de obra de cada peça.

Simples Nacional comércio: ~6-10%. Indústria: ~10-15%.
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Por que isso importa

Seu tempo é o ingrediente mais caro de cada peça. Ele não pode ser zero.

Calcular a Hora Sagrada antes de tudo evita que você produza horas de graça. A maioria das artesãs trabalha pela média do mercado, não pelo custo real do tempo. Esse é o motivo mais comum de "vendo muito mas não sobra dinheiro".

Etapa 02

Custos diretos por peça

Tudo que entra em cada unidade do produto.

Total do frete ÷ quantidade comprada.
Luvas, álcool, fita, lacre.
Recomendado: 5%.
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Por que isso importa

Cada centavo do insumo entra aqui. Inclusive o que parece pequeno: etiqueta, fita, frete dos insumos, luva, álcool, cartão escrito à mão.

O 5% de perda é regra, não exagero: matéria-prima estraga, embalagem amassa, cliente cancela depois de produzir. Quem não inclui isso paga do próprio bolso quando acontece.

Etapa 03

Mão de obra

Sua Hora Sagrada aplicada ao tempo de produção.

Quantas horas pra produzir o batch inteiro.
Quantas peças saem desse batch.
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Por que isso importa

Produzir em lote (batch) reduz drasticamente o custo de mão de obra por peça. Esse é o segredo silencioso da maioria das marcas premium artesanais.

Exemplo do manual: produzir 1 sabonete leva 40 min (R$ 40 de MO). Produzir 20 de uma vez em 5h leva R$ 15/peça. Mesma Hora Sagrada, mesma qualidade — diferença de R$ 2.500/mês em margem.

Etapa 04

Custos fixos rateados

Custos mensais divididos pela produção mensal total.

Energia, aluguel, sistema, contabilidade.
Quantidade total de peças produzidas no mês.
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Por que isso importa

Aluguel, energia, sistema, contabilidade — esses custos existem mesmo se você não produzir uma peça. Eles precisam ser pagos por alguém: você ou o produto.

Dividir os fixos pela produção mensal mostra quanto cada unidade "paga" da estrutura. Se sua produção cair pela metade, esse rateio dobra. É por isso que volume importa quando você tem custo fixo alto.

Etapa 05

Margem de lucro

Posicionamento do produto.

200% é o padrão Multiplique para artesanal premium.
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Por que isso importa

100% a 300% parece muito? Não é. Da margem ainda saem impostos (10%), marketing (10-20%), reposição/expansão (10%), reserva da empresa.

Margem de 100% costuma virar 20-30% de lucro líquido real depois de tudo descontado. Por isso a faixa precisa ser robusta. Quem cobra 50% de margem pensando que é lucro, geralmente está pagando pra trabalhar.